quinta-feira, 5 de maio de 2016

Porque você não quer mais ir a igreja? | Wayne Jacobsen e Dave Coleman (#R02)

Capa do Post e do Livro "Por que você não quer mais ir à Igreja?", Wayne Jacobsen e Dave Coleman

Acredito que às vezes nós encontramos um livro, mas às vezes ele nos encontra. Acho que esse é do tipo de livro que nos encontra.

Uma pergunta que define esse livro para mim é: Como você vê a igreja?

A maioria das pessoas pensam na igreja como um conglomerado de gente reunida para buscar a Deus ou, então, a veem como um prédio situado em algum lugar da cidade ou, ainda, a casa onde Deus mora.


Mas para os autores desse livro, a Igreja de Cristo não é nada disso.


Título: "Por Que Você Não Quer Mais Ir À Igreja?"
Autores: Wayne Jacobsen e Dave Coleman
Ano: 2009 / Páginas: 146
Idioma: Português
Editora: Arqueiro 

Sinopse: "Depois de toda uma vida dedicando-se à Igreja e ao caminho que sempre lhe pareceu o certo, Jake Colsen está diante de uma dolorosa dúvida: como é possível ser cristão há tanto tempo e, ainda assim, se sentir tão vazio?

Mas o amor divino está sempre a postos para transformar vidas. Observando uma multidão numa praça, Jake depara com João, um homem que fala de Jesus como se o tivesse conhecido e que percebe a realidade de uma forma que desafia a visão tradicional de religião.

Com a ajuda do novo amigo, Jake irá reavaliar os conceitos e crenças que norteavam seu caminho. Levar uma vida cristã significa ter os comportamentos aprovados pelo grupo religioso a que pertencemos?

A cada nova palavra de João, assistiremos ao renascimento de Jake em busca da verdadeira alegria e da liberdade que Cristo veio ao mundo oferecer. Na reconstrução da sua vida, perceberemos a ação do Deus de perdão e amor."

Um pouco sobre os autores


Wayne Jacobsen foi editor-colaborador por mais de 20 anos da Leadership Journal e, também, colaborador no livro best-seller de William P. Young, “A Cabana”, foto ao lado. Atualmente, co-hospeda um podcast semanal no The God Journey.

Dave Coleman foi Pastor e Capelão em um hospital psiquiátrico. Atualmente, é palestrante e conferencista sobre temas relacionados a casamento e vida na graça e no propósito de Deus.

O livro


É uma ficção cristã americana, algo totalmente novo para mim. Na adolescência, lia muitos livros de ficção, mas depois de minha conversão, li apenas uma ficção e foi não-cristã, e, aos poucos, estou buscando retomar a leitura de algumas obras de literatura. É a primeira ficção cristã que leio e, desde já, confesso que gostei muito.

A capa do livro me faz pensar na “paz que excede todo entendimento” relatada na palavra de Deus. Um lugar onde podemos buscar calma em meio aos conflitos da vida e a luz do sol no fundo, para mim, simboliza Deus nos iluminando como Igreja de Cristo.

A versão que li é popular e foi impressa em paperback (capa-mole), possui uma tipografia (fonte) agradável aos olhos, embora ache que o tamanho das letras seja um pouco pequeno, mas nada que comprometa a qualidade da leitura.

O enredo



Basicamente gira em torno dos encontros não planejados de dois personagens distintos em sua forma de ver a vida:

Jake Colsen, um homem sistemático e viciado em trabalho, que recebeu uma educação protestante regular e fez de sua religião seu estilo de vida e profissão, mas se sente vazio por dentro, com a sensação de que Deus o abandou e não o ama mais.

Já João, um senhor misterioso, simpático e divertido, que busca mostrar a Jake que o amor de Deus não tem nada a ver com frequentar a igreja aos domingos ou ter cargos eclesiásticos e que não importa o que façamos, Deus não nos amará menos ou mais por isso.

A narrativa possui um enredo envolvente e diálogos cativantes. Jake tem seu estilo de vida confrontado por João. E à medida que os dois se encontram, Jake vai conhecendo um lado de Jesus que ele nunca viu e experimentou. E sua vida, à medida que ele vai repensando sua maneira de agir, vai sendo transformada por Deus.

Esses encontros se assemelham a discipulados individuais, onde os problemas da vida cotidiana são expostos a um discipulador, ou conselheiro cristão, e essa pessoa vai trazendo orientações e conselhos baseados na Bíblia e experiências pessoais com Deus.

A mensagem do livro


Muitas pessoas deixam de frequentar a Igreja por que se sentem ofendidas, magoadas, entristecidas ou frustradas com ela ou com as pessoas que fazem parte de uma determinada instituição.

No entanto, a narrativa nos mostra que a Igreja é um estilo de vida e não um prédio ou uma instituição: “Jesus não fala da Igreja como de um lugar aonde se vai, mas como um modo de viver na relação com Ele e com os que O seguem. ”.

Uma linha que esse livro segue e que acho essencial é: os escritores não impõem nada, não dando margem ao legalismo. Eles deixam que seus leitores leiam, reflitam e decidam se vão continuar indo à Igreja ou não.

Outro ponto importante tratado aqui, que quero ressaltar, é a necessidade que nós seres humanos temos de buscar aprovação dos outros. A sinopse traz uma pergunta pertinente aqui: “Levar uma vida cristã significa ter os comportamentos aprovados pelo grupo religioso a que pertencemos? ”.

A resposta do livro: “Mas você se preocupa tanto em obter a aprovação de todos que nem se dá conta que já tem a Dele. [...] Nós não somos aprovados por aquilo que fazemos, mas sim pelo que Jesus fez por nós na cruz. ”. Só Deus de fato pode nos aprovar ou reprovar.

Honestamente, Jake, não há uma única coisa que você possa fazer para que Deus o ame mais hoje, assim como não há uma única coisa que você possa fazer para que Ele o ame menos. Deus simplesmente o ama. ”.

Conclusão


Ir ou não a Igreja? Ou então, continuar indo ou não a Igreja? Ter ou não uma religião? Quem ou o que é a Igreja? Vale a pena viver em comunidade? Preciso da aprovação de Deus ou das pessoas?

O que é o amor de Deus? Preciso fazer algo para que Deus me ame ou me aprove? Estou disposta a deixar a vida de Deus fluir dentro de mim e nos lugares onde estou? Será que conheço Jesus? E etc.

Esses sãos algumas das perguntas que esse livro procura responder. O objetivo dos autores é falar sobre a religiosidade versus o verdadeiro amor de Deus e como isso pode nos transformar e, nesse quesito, acredito que eles atingiram a expectativa.

Acredito, também, que a conclusão do livro tenha sido satisfatória. E, assim como outros que li, desejei que o enredo tivesse continuado e que mais sobre a vida dos personagens tivesse sido revelada pelos autores, no entanto, isso não atrapalhou o meu entendimento da trama.


Van, você recomendaria esse livro para alguém?


Sim, porém não para qualquer pessoa. Recomendo esse livro para pessoas que já caminham há algum tempo com Deus e tem dentro de si um senso crítico cristão.

Além disso, o livro é muito bom para entretenimento e, também, para passar um conceito fantástico que muitos vivem querendo engessar: o amor de Deus e a graça redentiva de Jesus.

E você? Já leu esse livro? O que achou? Deixe sua opinião nos comentários.