quinta-feira, 9 de junho de 2016

Eu, um Intercessor? | Amaury Braga Júnior (#R04)

Resenha do Livro: "Eu, um Intercessor?" - Amary Braga Junior

Há quatro anos atrás, eu tive a oportunidade de adquirir e ler esse livro pela primeira vez. Lembro-me que abriu muito a minha mente com relação a oração e intercessão.

Mas, hoje, ao relê-lo, vi que a maturidade adquirida nos últimos anos me permitiu enxergar gafes e falhas nas minhas orações de intercessão.


Título: "Eu, um intercessor? Interceder, um privilégio de todo Cristão"
Autor: Almir Braga Junior
Ano: 2012
Páginas: 122
Idioma: Português
Editora: IFC

Sinopse: "Cada cristão é um intercessor por natureza. Entretanto, muitos deles ainda creem que isto é apenas uma questão de dom, na qual uns têm, outros não. Na verdade, a oração é a arma mais poderosa que os filhos de Deus tem à sua disposição, além de ser um privilégio exclusivo seu. Através da oração, da nossa intercessão pelos outros, e da comunhão com o Pai, recebemos a autoridade para vencermos este mundo e então, coisas fantásticas começam a acontecer."


Você sabe o que faz um intercessor?


Segundo o Dicionário on-line de Língua Portuguesa Priberam, a definição de intercessor é “Que ou aquele que intercede. ”.

E interceder? Interceder, ainda segundo o Dicionário, é “Pedir por alguém (a outrem). /. Servir de intermediário.

Basicamente, é alguém que fala ou pede em favor de alguém. Isso me lembra muito a figura de um advogado.

O Tribunal Terreno


Tribunal Terreno

Na minha visão, num tribunal existe quatro lados alguém que está sendo acusado de algo, o réu, alguém que defende o réu, o advogado, alguém que acusa o réu, o promotor, e alguém que julga definindo a sentença, o juiz.

Quando um réu não tem poderes legais para pedir em favor de si mesmo, para que seja inocentado ou tenha sua pena reduzida, um advogado, com plenos poderes legais, perante o tribunal, entra em ação para defender o acusado.

Ele apresenta argumentos embasados na lei, que podem ou não inocentar o réu, bem como reduzir a pena.

O Tribunal Divino


Sendo assim, a minha visão de um intercessor se assemelha muito com a de um advogado, só que não...
Intercessor Advogado...

Quando alguém não ora ou não é capaz de orar por si mesmo, por qualquer motivo, pedindo por sua própria vida diante de Deus, o Justo Juiz, o intercessor entra em ação para clamar em favor do necessitado.

Ou seja, o intercessor é alguém com “poderes legais” no mundo do espírito e pode pedir a Deus em favor do outro.

Aqui entra a figura de Jesus Cristo, nosso intercessor e advogado. Ao se dar por nós na cruz, ganhou autoridade, poderes legais, para nos defender da acusação do promotor, o Diabo.

Por isso, no tribunal divino, podemos contar com a defesa de nosso advogado pessoal, Jesus Cristo.

Mas Van, e essa parada toda de Batalha ou Guerra Espiritual que os crentes tanto falam por aí e que envolve intercessão?

Sim, existe uma Guerra Espiritual, do Bem contra o Mal, sendo travada no reino do espírito. Do lado do bem, temos Deus e seus anjos, e, do lado do mal, temos Satanás e seus demônios.


Algumas guerras de fato são necessárias, mas interceder está mais ligado ao sentimento de compaixão e misericórdia para com o próximo do que com a expulsão de demônios em si.

O diabo fica lá, tentando nos acusar, mas, como diz o Espírito Santo, “Agora já não existe nenhuma condenação para as pessoas que estão unidas com Cristo Jesus. ” (Romanos 8:1, NTLH).

Estar unido com Cristo significa ter comunhão com Ele e isso nos dá “poderes legais” para pedirmos em favor de outras pessoas, que precisam, porém não podem ou não pedem em favor de si mesmas.

E, já que Ele usa pessoas, de carne e osso como eu você, para cuidar de pessoas, aprendi com Jim Goll, outro escritor, que nossa figura de intercessores é a do auxiliar do advogado, ou seja, ajudantes de Cristo.

Levamos até Ele uma causa, seja nossa ou de outra pessoa, e Ele nos defende diante do Pai e das acusações do Diabo.

E é com esse cenário e sobre essas situações que o autor busca desmitificar algumas questões que povoam a cabeça das pessoas.

Basicamente, ele busca responder questões como: Interceder é um dom? Todos podem interceder? Isso é algo tão necessário assim? Tenho autoridade para interceder? Etc....

Sobre o livro em si

O livro apresenta um breve relato sobre a conversão a Cristo do autor, suas experiências como servo de Deus e sua paixão pela vida de oração.

Mostra o quanto orar e ter um relacionamento com Deus é necessário como combustível para ajudar o próximo.

O autor usa uma linguagem simples e bem fácil de ser compreendida, bem como muitas explicações embasadas na palavra de Deus.

Trecho destaque para mim:

Lendo e Relendo o Velho e o Novo Testamento, cheguei à conclusão de que a Bíblia está certa, ou seja, a Batalha pertence ao Senhor. Nós como crentes, temos que fazer a nossa parte, mas Deus é quem peleja as nossas batalhas. Até quando iremos ficar lutando a guerra que é do Senhor? ”.

O Autor



Amaury Braga Júnior é brasileiro, casado com Celeste Santos e pai de dois filhos, Filipe e André Braga. Formado em Teologia pela Faculdade Teológica de São Paulo.

Plantou Igrejas em vários lugares, fora e dentro do Brasil. Atualmente é presidente do projeto HORA, homem em Oração.

Conclusão

Van, você recomendaria esse livro?

Sim, a todos aqueles que entregaram suas vidas a Jesus, pois é um assunto que envolve todo o corpo de Cristo, pois é do desejo do Senhor que sua noiva se aproxime mais Dele para buscar a Sua infinita graça e misericórdia. Não apenas sobre o si mesma, mas, também, sobre aqueles que ainda não O conhecem.

E você? Já leu esse livro? Gostaria de ler? Se interessou pelo livro? Deixe sua resposta aqui nos comentários.

Ah! Esse livro não é da minha meta para esse ano! Mas achei importante falar disso aqui!

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Até mais!

Abraço!

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