terça-feira, 12 de julho de 2016

Juiza de mim mesma? Autojulgamento, autoacusação e outras coisas


Você já se pegou em uma situação onde você pecou, pediu perdão a Deus e/ou para alguém, mas ainda continuou se sentindo culpado e acabou proferindo uma sentença para si mesmo, ou seja, se auto acusando, como se fosse seu próprio Juiz? Eu já! Se esse é o seu caso, esse post é para você!

A Palavra de Deus diz que nós temos um inimigo sim, o Diabo ou Adversário. Não podemos ignorar isso! Segundo Apocalipse 12: 9-10, ele nos acusa diante de Deus dia e noite!

Em outras palavras, o cara anda conectado 24 horas por dia, 7 dias por semana, … abrindo processo atrás de processo ao nosso respeito no fórum celestial.

Porém, se, por um lado, temos um Acusador, pelo outro temos um Advogado, Jesus Cristo.
Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo. ” (I João 2:1, ARC, grifo nosso).

Por causa do sacrifício que Jesus fez por mim e por você, podemos nos arrepender, pedir perdão pelos nossos pecados e sermos purificados novamente: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar todos os pecados e nos purificar de qualquer injustiça. ” (I João 1:9, NTLH).

Embora soframos as consequências dos nossos pecados, quando nos arrependemos e confessamos os nossos pecados, o inimigo não pode mais agir em nossas vidas, ou seja, ele não acha mais brechas ou buracos para ter acesso a nossa alma, ou seja, nos acusar.

O arrependimento precisa acontecer com frequência, pois, para infelicidade geral da galera, aceitar Jesus não significa estar isento do pecado, mas sim entender que as consequências existem e que também podemos nos consertar com Deus.

Inimigos de nós mesmos


Apesar de termos um Inimigo, conseguimos ser mais inimigos de nós mesmos do ele.
Entramos com um processo judicial contra nós mesmo no fórum judicial.

Ah! E não basta sermos o réu! Assumimos também a função do Promotor de Justiça e do Juiz. Advogado? Para quê? Não preciso de defesa, já sou culpado!

Ironias a parte, nós fazemos muito isso. Principalmente, se cometemos um pecado que consideramos extremamente grave e imperdoável para nós! Afinal de contas, nunca erramos naquilo...

Para ilustrarmos essa situação, vamos a um caso muito conhecido! O primeiro homicídio Bíblico está relatado em Gênesis capítulo 4.


Caim matou Abel


Deus disse a Caim que, por causa disso, ele seria amaldiçoado e não poderia mais cultivar a terra, ela não daria mais nada, pois o sangue de seu irmão, Abel, tinha sido derramado na terra. Além disso, ele viveria o resto da vida fugindo (Gênesis 4:11-12).

Porém Caim resolveu dar uma sentença a si mesmo: “Terei de andar pelo mundo sempre fugindo e me escondendo da tua presença. E qualquer pessoa que me encontrar vai querer me matar.” (Gênesis 4:13), ou seja, “Eu vou morrer! ”.

Quando não foi isso que Deus disse. Deus deu uma sentença, Caim aumentou a sentença por conta própria.

No entanto, Deus disse “[...] Isso não vai acontecer. Pois, se alguém matar você, serão mortas sete pessoas da família dele, como vingança. Em seguida o Senhor pôs um sinal em Caim para que, se alguém o encontrasse, não o matasse. ” (Gênesis 4:15, NTLH).

Mesmo com tudo que Caim fez, Deus não lhe conferiu a sentença de morte, mas não deixou de puni-lo pelo que fez. Às vezes, assim como Caim, queremos dar a nós uma sentença que nem o próprio Deus nos daria.

Se a Bíblia nos adverte que não devemos julgar o nosso próximo, por que devemos ser Juiz de nós mesmos? Se não podemos julgar o nosso irmão, também não cabe a nós nos julgar.

Então, o que fazer?


1. Entender que não existe acusação para aqueles que estão em Cristo (Romanos 8:1). Tenho me consertado com Deus? Não posso aceitar a acusação do Inimigo na minha vida!

2. Perdoar a mim mesmo: Uma vez li no livro da Dra. Neusa Itioka que “Se Deus me perdoou, quem sou eu para não me perdoar? ”.

Preciso entender isso sempre. Deus, o Todo Poderoso, o Soberano, aquele que tem todo poder, já me perdoou, quando me confessei, então por que não posso fazer isso comigo mesma?

3. Preciso depositar a minha confiança em Deus, pois ele sabe o que é melhor para mim e o que serei capaz de suportar ou não.

4. “Vá e não peques mais! ”. Essa foi a frase que Jesus disse a mulher adultera. O fato de termos um Deus misericordioso, não significa que posso pecar à vontade, pois sempre obterei perdão.

Entendo que todos estamos sujeitos a falhas e transgressões, mas não significa que precisamos escolher o pecado.

O Apostolo Renê Terra Nova diz que o pecado na vida do crente pode acontecer, mas não por opção, ou seja, por escolha, mas sim, por acidente. Afinal de contas, todos temos dias ruins na vida e estamos sujeitos a diversas situações!

Conclusão

Então, é isso.... Se você já passou por alguma experiência como essa, coloca aí nos comentários e me dê sugestões sobre textos, ok?! ;-)

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Até mais, Abraço!

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