quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Resenha do Filme "Esquadrão Suicida"


O que você faz quando vai ao cinema para assistir um determinado filme e chega atrasada na sessão? Você assiste outro filme que nem sabia que estava em cartaz! (Risos). Foi isso que aconteceu comigo!

Sinopse


“E se o Superman decidisse descer voando, arrancar o telhado da Casa Branca e tirar o presidente do Salão Oval? Quem o deteria? ”  Solução Amanda Waller (Viola Davis)? “Montar uma equipe de vilões que podem fazer algum bem”.

Ela decidiu criar uma força tarefa, liderada pelo Coronel Rick Flag (Joel Kinnaman), que estará sob o seu comando, só com os piores vilões do universo: Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), Magia (Cara Delevingne), El Diablo (Jay Hernandez), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), e Amarra (Adam Beach).

Em troca do quê? Se tudo der certo, 10 anos de redução de pena, se tudo der errado, morrem e ainda levam a culpa. E para deixar a história mais eletrizante ainda, o Coringa (Jared Leto) tenta resgatar a sua amada Arlequina.

Minha opinião sobre o filme


Não sou muito fã de quadrinhos, de modo que não conheço muita coisa e não posso “dar pitaco” nessa parte, mas gosto de histórias que tenham um certo sentido para mim. Na minha opinião, esse é um dos pontos mais negativos do filme. E não é uma sequência, o que agrava mais ainda a situação.

Terminei o filme sem saber onde a história começa e, mais ou menos, entendi onde termina e só fui compreender alguma coisa do filme, quando fui fazer algumas pesquisas na Internet.

Um contraste um pouco interessante para mim foi que ao olhar o cartaz do filme, pensei ser um filme bem colorido, mas me pareceu bem obscuro.

Calma! Não tenho apenas coisas negativas a dizer do filme, mas isso é uma resenha e por isso preciso expressar minha opinião, correto?

Meus personagens favoritos ficam por conta de Pistoleiro e Arlequina, que são muito engraçados e fizeram o filme valer a pena. Gostei muito também do El Diablo, que teve a sua graça.

Minha fala favorita


A fala que ficou na minha cabeça foi a do Capitão Bumerangue: “O que é 10 anos de redução de pena para quem tem três perpétuas? ”.


Papo Sério – Inversão de Valores


Uma coisa que esse filme me fez pensar foi sobre a questão da inversão de valores. O cinema, assim como em livros, sempre retratou o duelo entre o bem e o mal, entre heróis e vilões.

Negociações e reduções de pena, para aqueles que prestassem serviços ao estado, sempre existiu no cinema, mas de uns tempos para cá, isso tem mudado...

Parece que as produtoras têm buscado novas formas de entreter o público. A antiga fórmula do mocinho versus o bandido parece não funcionar mais...

Antes, heróis que sempre lutaram contra o mal e tinham bons valores pessoais, como caráter e honra, agora lutam um contra o outro. E vilões que sempre foram maus, agora, do nada, são bons? Como assim, gente?! Não tem algo de errado nisso? Será que não é algo a se refletir?

Não estou dizendo que as pessoas não podem se arrepender e buscar fazer algo de bom, Ok?! O que me incomoda não é um bando de vilões tentando fazer algo de bom para humanidade. Pelo contrário, é algo muito importante a se fazer.

Mas não acho que campanhas como essa, que você na imagem, “Como é bom ser mal”, que promovida pelo filme, possa produzir algo de bom. Como se cometer um crime fosse algo que valesse a pena. “Posso sair impune dessa, cara! ”....

No dia que fui no cinema eu não vi só gente adulta. Vi adolescentes e o que pareciam ser crianças menores de 12 anos, sendo essa a classificação mínima para assistir ao filme. Que tipo de valores estamos incutindo nas futuras gerações?

Magia (Esse tópico contém Spoiler)


Achei o filme um pouco pesado nesse sentido, especialmente por ter assistido em 3D, parece que os efeitos deixaram o filme mais real ainda. Sou cristã e acredito que, assim como podemos ser influenciados pela boa presença de Deus, também podemos ser influenciados por aquilo que é mal.

Tem muitas cenas fortes com a personagem Magia. Durante uma viagem, a arqueóloga June Moone é possuída pelo espírito da Magia. Durante todo o filme, ela sofre quando Magia resolve dar o ar da graça.

A Magia, que é tida como anti-heroína e é muito inconstante, no filme, tem como objetivo ser manipulada por Amanda Waller e de manipular o esquadrão, caso algo desse errado. Só que ela se rebela contra a Amanda e passa a fazer tudo de acordo com os seus próprios interesses. Seu desejo é ser adorada.

Mais para o final do filme, ela tenta manipular a mente dos membros do esquadrão, criando para eles realidades que eles gostariam de ter, como estar com a família, por exemplo. Só que ela faz isso em troca de adoração. “Vocês querem ter isso, basta me adorarem e se juntar a mim. ”.

Algo importante que preciso dizer: a palavra de Deus diz que todo pecado de rebeldia é comparado ao pecado de feitiçaria, ou seja, o feiticeiro por si só já é um rebelde. E aquele que adora outros deuses também comete pecado de idolatria.

Por isso, precisamos tomar cuidado com o tipo de influência estamos recebendo. E se aquilo que estamos fazendo não está apagando a presença do Espírito Santo das nossas vidas!


Conclusão


O filme com fins de entretenimento é muito engraçado e cheio de ação, mas precisamos estar atentos a que tipo de informação estamos consumindo.

Você recomendaria esse filme para qualquer pessoa? Não. Também não acredito que a classificação do filme, hoje, 12 anos, seja satisfatória. Segundo umas pesquisas que fiz na Web, cogitou-se a possibilidade de a classificação ser 18 anos. O que me faz pensar que é muito complicada essa métrica, pois maturidade não tem a ver com idade. No entanto, acredito que 16 anos possa ser uma recomendação possível.

Se você já assistiu esse filme, coloque nos comentários o que você achou do filme e dessa resenha.
Se você gostou dessa resenha, compartilhe com alguém.

Até mais, um abraço!

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