sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A noite, de Elie Wiesel (#R10)


O livro de hoje é baseado em fatos reais e conta a história do próprio autor durante o tempo em que ele esteve nos campos de concentração da Alemanha, durante a segunda guerra mundial.

Elie, um adolescente judeu, vivia sua vida tranquila em Sighet, uma pequena cidade na Transilvânia, e preocupava-se apenas em estudar a Tamulde, livro sagrado dos judeus, e sonhava com a Cabala, uma das correntes e lado místico do judaísmo.

Tudo corria bem até que a Primavera de 1944, quando os alemães apareceram em sua cidade e, então as coisas mudaram. Restrições lhe foram impostas e depois foram levados para o campo de concentração em Auschwitz.

E se você já assistiu filmes ou leu livros sobre a segunda guerra mundial, muito provavelmente você sabe o que aconteceu em seguida.

Título: "A noite"
Autor: Elie Wiesel
Ano: 2005
Páginas: 120
Idioma: Português
Editora: Ediouro
Minha nota: 5/5






Sobre o autor


Elie Wiesel nasceu em 1928, em Sighet, região disputada entre Hungria e Romênia. Foi deportado, como disse acima, para os campos de concentração alemães, onde permaneceu até o fim da guerra, em 1945.

Depois estudou literatura, filosofia e psicologia. Recebeu incentivo de François Mauriac, ganhador do prêmio Nobel de Literatura de 1954, para se tornar escritor e registrar suas memórias.

Durante o período de 1980 a 1986, foi presidente do Conselho Memorial Unido do Holocausto. Devido ao seu conjunto de obras, dedicadas a resgatar as memórias do holocausto, ele recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1986. Faleceu em 02 de julho de 2016.



Sobre o livro, minhas impressões e citações


Talvez, assim como eu, você não queira parar de ler. Achei uma excelente obra. Sucinta, bem escrita, aparentemente bem traduzida e de fácil leitura. Como li num site a respeito deste livro, as breves palavras de Elie relatam os eventos por si mesmos (Site Chabad). Também achei um livro triste, como qualquer história que retrate uma guerra.

Ele, de fato, expõe o lado sombrio da humanidade e o quanto a maldade está encucada em nosso mundo. Eu desejo e espero não conhecer o inferno e também desejo que ninguém o conheça.

Mas a sensação que tive ao ler esse triste relato foi que aqueles que passaram por Auschwitz, ainda que por pouco tempo, experimentaram o inferno na terra.

"Nunca me esquecei daquela noite, a primeira noite de campo, que fez de minha vida uma noite longa e sete vezes aferrolhada. Nunca me esquecerei daquela fumaça.

Numa me esquecerei dos rostos das crianças cujos corpos eu vi se transformarem em volutas sob um céu azul e mudo. [...]

Nunca me esquecerei daquilo, mesmo que eu seja condenado a viver tanto tempo quanto o próprio Deus. Nunca.".

Quando Elie Wiesel recebeu o Nobel da Paz, ele descreveu esse ambiente onde esteve como sendo um lugar onde:

"homens e mulheres de todos os cantos da Europa foram abruptamente transformados em criaturas sem nome e sem rosto, desesperadas pela mesma ração de pão ou sopa, temendo o mesmo fim."

O assunto tratado aqui não é fácil, é preciso ter um bom estômago. Sei que muitos lugares no mundo nesse momento se encontram em guerra, no entanto, isso me faz pensar que precisamos ser mais gratos pela liberdade que Deus tem nos permitido ter.

E por falar em Deus, uma das coisas as quais esse livro relata é o questionamento dos judeus em relação a Deus. O livro me lembra as tristezas  e as angústias relatadas no livro de Jó. E o próprio autor fala sobre isso:

"Como eu entendia Jó! Eu não renegara Sua existência mas duvidava de Sua justiça absoluta."

Um aviso


Nessa fase, quero deixar uma sugestão e orientação a você cristão ou você que simplesmente acredita em Deus ou, ainda, até mesmo você judeu,  que acreita que Yeshua é o Messias, e que pretende ler esse livro: precisamos saber separar as coisas!

Infelizmente o holocausto aconteceu, porém, que ao lermos livros ou assistirmos histórias como essas, não deixemos que a nossa fé se esfrie e não façamos  disso um motivo para deixarmos de acreditar que Deus existe e que Ele é poderoso.

Lembre-se que a Bíblia diz que o mundo jaz no maligno (I João 5:19) e que no mundo teremos aflições, mas que nós devemos ter bom ânimo, pois Ele, Jesus, venceu o mundo (João 16:33)

Voltando ao livro...


Apesar de todas as tristezas ou, às vezes, a falta de fé relatadas aqui, alguns poucos momentos de alegria, companheirismo, ou pelo menos tentativa disso, podem ser encontrados nos personagens que compõe essa narrativa.

"Livres dos barbeiros, pusemo-nos a vagar pela massa, encontrando amigos, conhecidos. Aqueles encontros nos enchiam de alegria - sim, de alegria: 'Deus seja louvado! Você ainda está vivo!...'"

Deixo aqui a minha recomendação dessa excelente obra, que demorei tanto tempo para ler. (Você acredita que já tinha separado esse livro para dar porque quando comprei não tive paciência para lê-lo?)

Recomendo, especialmente se você tem preferência por livros históricos ou já leu clássicos como o "Diário de Anne Frank", que eu ainda não li e que relatam as experiências durante a segunda guerra mundial.

E você? Já leu esse livro? Pretende ler? O que achou dessa resenha? Deixe sua opinião nos comentários.

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Que Deus abençoe! Até mais! Tchau!

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